sexta-feira, 1 de abril de 2011

ILUSTRÍSSIMOS MAGEENSES "DESCONHECIDOS"

Quem foi Bernardo Soares de Proença?

Se perguntarmos à população de Magé quem foi Bernardo Soares de Proença, com certeza a maioria das pessoas não saberá responder. Isso porque nossa rica história não é preservada e nem cultivada, deixando de gurdar honras a quem de fato as merece. As próprias autoridades locais ignoram totalmente o potencial histórico que nossa cidade possui.

Placa referente à descoberta do túmulo de Bernardo S. de Proença e sua mãe Agda Gomes

Bernardo Soares de Proença, foi sargento, capitão, sargento-mór, tenente-coronel e coronel. Morador de Suruí, foi o principal responsável pela construção da Variante ou Atalho do Caminho Novo, estrada construída entre 1722 e 1725, que acabou ficando conhecida como Variante do Proença.

Antigo Mapa da Variante do Proença


A Variante do Proença teve grande importância para o país, pois encurtou a distância, entre Rio de Janeiro e Minas Gerais, em áureos tempos. O caminho do Proença ia do Porto Estrela no fundo da baía de Guanabara, passando pelas margens do Rio Inhomirim e pela Serra da Estrela (Serra velha de Petrópolis) até chegar nas Minas Gerais.


http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/82/Rugendas_-_Porto_Estrella.jpg

Porto Estrela (Rugendas)- Onde iniciava a Variante do Proença

A variante do Proença reduziu consideravelmente, o tempo de viagem, que antes era feito pela perigosa estrada, conhecida como Caminho Novo, construído por Garcia Pais.


Trecho preservado da variante do Proença em Vila Inhomirim ou Raiz da Serra (Magé)

O pai de Bernardo Soares de Proença, Félix Magalhães de Proença, foi um dos primeiros moradores de Suruí. Foi ele o responsável por levantar em 1695, na colina da atual matriz, a nova igreja de São Nicolau, que foi erguida primeiramente como capela, em 1622 por Nicolau Baldim (um dos primeiros sesmeiros de Suruí)


http://www.ipahb.com.br/fotos_mage/Igreja%20S.Nicolau%20do%20Surui%202.jpg

Igreja de São Nicolau em Suruí, Magé - Fundada por Nicolau Baldim e reestruturada pelo pai de Bernardo S. de Proença



Casa antiga no Caminho do Proença

Na Variante do Proença é possível ver que algumas pedras são marcadas com cruz. Isso é um mistério que desperta várias versões no imaginário popular. Uma delas é que embaixo das pedras teria ouro e pedras preciosas enterradas. Outra versão é que seria divisão de terreno. Uma outra versão é que cada cruz representa um escravo morto na construção da estrada. O fato é que nenhuma dessas versões foi comprovada, sendo que a última versão citada é a mais coerente, visto que o calçamento da Variante foi uma tarefa muito árdua , devido ao peso das pedras e aos precários recursos de construção e transporte da época.



Misteriosa marcação nas pedras da Variante do Proença

A cidade de Petrópolis passou a ser povoada a partir do século XVIII, em consequência da construção dessa estrada e a família Proença foi uma das primeiras a adquirir terras e a habitar Petrópolis. Portanto, Bernardo Soares de Proença deveria ser oficialmente reconhecido como fundador de Petrópolis.

Córrego Seco - Esse é o mais antigo registro da povoação Petropolitana, segundo historiadores -fonte:Alemães em Petrópolis

A população mageense deveria ter mais acesso a nossa história e à história desses ilustríssimos mageenses "desconhecidos"
















17 comentários:

  1. QUE MULHER É ESSA?

    Que mulher é essa
    que não se cansa nunca,
    que não reclama nada
    que disfarça a dor?
    Que mulher é essa
    que contribui com tudo,
    que distribui afeto,
    tira espinhos do amor!
    Que mulher é essa
    de palavras leves,
    coração aberto,
    pronta a perdoar?
    Que mulher é essa?
    que sai do palco,
    ao terminar a peça,
    sem chorar!
    Essa mulher existe,
    sua doçura resiste,
    às dores da ingratidão,
    resiste à saudade imensa,
    resiste ao trabalho forçado,
    resiste aos caminhos do não!
    Essa mulher é MÃE,
    linda, como todas são.

    Ivone Boechat

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    1. Círculo vicioso
      Um dia, milhões de bebês choraram na liberdade uterina do milagre da vida: nasceram. Não vestiram seus corpos, não lhes calçaram sapatos nem lhes deram o conforto do seio materno, antes da posse do sonho infantil, foram rejeitados, ao rigor do abandono.
      Um dia, mãozinhas trêmulas, inseguras, sem afeto, bateram na porta do vizinho, procurando abrigo. Não havia ninguém ali para oferecer afeto nem portas havia na pobreza do lado. O menino escorregou na direção da rua.
      Um dia, a criança anêmica foi eleita à marginalidade da escura noite e disputava papelões e pães no lixo do depósito público. Aos tapas, cresceu como grão perdido no vão das pedras, sem a mínima possibilidade de sobreviver: sem teto, sem luz, sem chão.
      Um dia, o adolescente esperto teve alucinações de vida e o desejo de conferir a sociedade: candidatou-se à luta amarga do subemprego. Alvejado pela falta de habilitação, foi condenado como vagabundo, recebendo etiqueta oficial de mendigo.
      Um dia, o adulto desiludido, amargurado, sem emprego, sem referencial, saiu à procura do amor. No escuro, mas cheio de esperanças, foi colecionando portas fechadas pelo caminho. Sem Deus, sem nome, sem avalista, sem discurso, acreditou no "slogan" das campanhas sociais.
      Um dia, o menino mal nascido, mal amado, mal educado, não soube cuidar do filho que nem chegou a ver. Não ouviu seu choro. Imaginou apenas que, após nove meses de duríssima gestação, alguém brotara de um rápido encontro, irresponsável, assustado e vazio que sempre ouviu dizer que se chamava amor.

      Ivone Boechat

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  2. achei muito interesnte pois eu nao sabia de nada disso

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  3. Minha filha

    Ivone Boechat

    Tanta ternura
    guardada, acumulada,
    na alegria,
    na dor,
    24 horas e sempre
    para o amor.
    Uma filha é assim:
    certeza de amparo,
    de socorro,
    de favor,
    silenciosamente
    confiável,
    filha é aquele ombro amigo,
    aquela ajuda discreta,
    aquela reserva de amor.

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  4. Mulher

    Ivone Boechat

    Um aroma suave
    exalou das mãos do Criador,
    quando seus olhos contemplaram
    a solidão do homem no Jardim!
    Foi assim:
    o Senhor desenhou
    o ser gracioso, meigo e forte,
    que Sua imaginação perfeita produziu.
    Um novo milagre:
    fez-se carne,
    fez-se bela,
    fez-se amor,
    fez-se na verdade como Ele quer!
    O homem colheu a flor
    beijou-a, com ternura,
    chamando-a, simplesmente,
    Mulher!

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  5. Magé


    Princesa
    que impera na história
    ainda não escrita
    na sua majestade;
    sua imagem,
    linda e bendita,
    deslumbrante beleza,
    cravejada de glória
    na memória visual
    da natureza.

    Ivone Boechat

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  6. Magé-450 anos


    Ivone Boechat


    Magé nasceu num berço aconchegante no leito dos rios, numa esteira verde, entre botões de flores, recostada nas montanhas, contemplando as cachoeiras pássaros, vales e palmeiras.

    Magé, sangue indígena, raça guerreira, história linda da resistência humana, dna dos vencedores... adotada e rejeitada por conquistadores históricos, cresceu sem nenhum complexo de inferioridade ou rejeição. Magé é filha do coração.

    Magé é Magé por opção. Aprendeu a conviver, desde menina com todo tipo de decepção, o que não impediu nem impedirá que ultrapasse os desafios do crescimento rumo à liberdade: aos que a feriram no passado - perdão.

    Magé, terra enriquecida pelo suor e a lágrima de seus filhos, onde jamais se ouviu o canto da desistência. As ideias diversificadas e as ideologias apenas são o palco onde atores de todas as filosofias se abraçam quando a cortina se fecha ao final da representação. Somos todos iguais, só pensamos diferente.

    Magé acende a luz de sua luta nas manhãs resplandecentes e se recolhe ao por do mais lindo sol, cheio de brilho e calor, que nasce e se põe todos dos dias, quando o Dedo de Deus pede silêncio aos seus filhos para orar. É tempo de agradecer. Magé tem um altar ecológico e se curva para louvar a Deus. É tempo de gratidão: 450 anos de fé.


    Magé homenageia a família que vive, confia e trabalha em suas tribos pacíficas, de mãos entrelaçadas, enfeitando a aldeia para construir e esperar o progresso, que espera um dia alcançar, até que ouçam o grito ecoando no corredor de tantas e outras necessidades:

    - Universidade para todos
    - reconstrução da estrada de ferro que liga Mauá a Petrópolis - ativando o turismo intermunicipal;
    - construção de um hospital a altura das necessidades do povo;
    - construção da escola que atenda às crianças com necessidades especiais;
    - Centro de Artes.

    Ah! Magé, como você é linda, há 450 anos fazendo artes!

    Ivone Boechat

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  7. Por que devemos amar essa cidade ?

    9 de junho! 446 anos! Salve Magé!

    Magé, terra do Dedo de Deus, está em festa! É uma terra abençoada, é um cartão postal desenhado e com divino autógrafo digital. Sua variedade de climas, seu povo tão esforçado e seu diário escrito por uma trajetória histórica que tem honrado o Brasil.
    O que a educação está fazendo por Magé? A educação já traçou o perfil do líder cidadão que ela quer formar para comandar a cidade? Tantos anos se passaram e Magé vive clamando por uma educação transformadora, pela formação de líderes eficazes, pela preservação do seu santuário ecológico, pelo direito cidadão de ir e vir, seja para qualquer direção, com segurança.
    Ah! Magé, como você é linda! É uma jovem senhora de 446 anos, com marcas faciais provocadas pelos anos de experiências e já apresenta alguns sintomas de osteoporose pela falta do cálcio verde e amarelo da vontade de mudar. Mudar para deixar de jogar pelo chão tanto lixo, mudar para cuidar dos rios fantásticos e das cachoeiras, mudar para sair plantando flores, muitas flores nas praças das cidades.
    Nós, mageenses, precisamos aprender a olhar em outras dimensões. Não precisamos ficar olhando para trás. É melhor olhar para frente, para cima, todavia, se evoluirmos sempre, teremos a capacidade de olhar para nós mesmos. Essa é a Magé que nós queremos? O que eu posso fazer para aperfeiçoar a vida neste município? É aqui e desse jeito que meus filhos podem viver felizes?
    Evidentemente que Magé cresceu muito, só precisa ter mais juízo. Será que essa aldeia tem honrado a memória de luta dos índios tamoios, tão guerreiros? Será que a primeira Estrada de Ferro do Brasil está preservada? Ou melhor, será que a memória histórica de Magé está saudável?
    No Dia do aniversário, não se deve ficar questionando o que se fez ou faz de loucuras. É mais justo abraçar Magé, e dizer que ela tem tudo para dar certo: povo trabalhador, religiosidade latente, a moldura mais linda, recortada por montanhas indescritíveis.
    Salve Magé:

    Levanta a cortina dos teus olhos,
    e contempla a maravilha
    deste lindo amanhecer,
    a vida é uma criança,
    esperta, bonita, inteligente,
    passa correndo,
    é preciso ver.
    Acredite enquanto há tempo,
    não existe dor sem alento,
    nem tristeza tão longe da alegria,
    quando a luz de cada dia
    acende a vida,
    iluminando seu amanhecer,
    não vacile, toma posse
    da imensa alegria de viver.

    Ivone Boechat

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  8. Por que devemos amar essa cidade ?

    9 de junho! 446 anos! Salve Magé!

    Magé, terra do Dedo de Deus, está em festa! É uma terra abençoada, é um cartão postal desenhado e com divino autógrafo digital. Sua variedade de climas, seu povo tão esforçado e seu diário escrito por uma trajetória histórica que tem honrado o Brasil.
    O que a educação está fazendo por Magé? A educação já traçou o perfil do líder cidadão que ela quer formar para comandar a cidade? Tantos anos se passaram e Magé vive clamando por uma educação transformadora, pela formação de líderes eficazes, pela preservação do seu santuário ecológico, pelo direito cidadão de ir e vir, seja para qualquer direção, com segurança.
    Ah! Magé, como você é linda! É uma jovem senhora de 446 anos, com marcas faciais provocadas pelos anos de experiências e já apresenta alguns sintomas de osteoporose pela falta do cálcio verde e amarelo da vontade de mudar. Mudar para deixar de jogar pelo chão tanto lixo, mudar para cuidar dos rios fantásticos e das cachoeiras, mudar para sair plantando flores, muitas flores nas praças das cidades.
    Nós, mageenses, precisamos aprender a olhar em outras dimensões. Não precisamos ficar olhando para trás. É melhor olhar para frente, para cima, todavia, se evoluirmos sempre, teremos a capacidade de olhar para nós mesmos. Essa é a Magé que nós queremos? O que eu posso fazer para aperfeiçoar a vida neste município? É aqui e desse jeito que meus filhos podem viver felizes?
    Evidentemente que Magé cresceu muito, só precisa ter mais juízo. Será que essa aldeia tem honrado a memória de luta dos índios tamoios, tão guerreiros? Será que a primeira Estrada de Ferro do Brasil está preservada? Ou melhor, será que a memória histórica de Magé está saudável?
    No Dia do aniversário, não se deve ficar questionando o que se fez ou faz de loucuras. É mais justo abraçar Magé, e dizer que ela tem tudo para dar certo: povo trabalhador, religiosidade latente, a moldura mais linda, recortada por montanhas indescritíveis.
    Salve Magé:

    Levanta a cortina dos teus olhos,
    e contempla a maravilha
    deste lindo amanhecer,
    a vida é uma criança,
    esperta, bonita, inteligente,
    passa correndo,
    é preciso ver.
    Acredite enquanto há tempo,
    não existe dor sem alento,
    nem tristeza tão longe da alegria,
    quando a luz de cada dia
    acende a vida,
    iluminando seu amanhecer,
    não vacile, toma posse
    da imensa alegria de viver.

    Ivone Boechat

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  9. Meu pai

    Ivone Boechat

    Gosto de rever
    a imagem forte do meu pai,
    tremendo o assoalho
    ao caminhar.
    É doce me lembrar
    como se temia
    quando ele perdia
    a abotoadura,
    o guarda-chuva,
    a chave de fenda!
    Hoje é lenda
    a figura enigmática,
    a disciplina dura,
    a rotina sistemática.
    Pai não morre,
    corre na frente
    pra levantar o segredo do véu
    e guardar pra gente
    o lugar mais estrelado do céu.

    Publicado no meu livro Amanhecer 3ª.edição Reproarte RJ 2004

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  10. Mulher madura

    Ivone Boechat

    Esse ar puro
    oxigenado de maturidade
    me dá o aspecto de que já vi tudo na vida,
    disposta a rever a própria vida.

    Esse jeito felino ou de criança
    me dá a certeza de ser forte como nunca,
    agarrada nos braços da esperança.

    Este sentimento de mulher humana
    me dá o direito de viver feliz,
    inspirando segurança,
    como se já tivesse feito tudo
    o que sempre quis.

    Essa determinação de chegar faceira,
    sem ter que explicar nada
    nem dizer porque,
    me dá a sensação
    e estar no auge da vida,
    a vida inteira.

    Ivone Boechat

    Publicado no livro Amanhecer 3ª e 4ª.edições

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  11. Sou mulher

    Ivone Boechat

    Sou mulher,
    com as aflições e a inspiração do poeta,
    o esplendor e a serenidade das mães!

    Sou uma canção de ninar,
    experimentadora dos sabores do tempo,
    estrela da constelação familiar!

    Sou letra e música da canção
    do mais puro sentimento
    que a mulher é capaz de cultivar!

    Sou feita síntese do segredo de amar,
    tenho fases minguante e cheia,
    assim como o luar!

    Publicado na 3ª.edição do livro Amanhecer de 2004 RJ

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    1. JORNAL DA GOLPILHEIRA -PORTUGAL
      Edição nº 69
      Janeiro de 2003
      http://2001-2007.jornaldagolpilheira.com/rub…/poesia/069.htm

      SOU MULHER

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    2. JORNAL DA GOLPILHEIRA -PORTUGAL
      Edição nº 69
      Janeiro de 2003
      http://2001-2007.jornaldagolpilheira.com/rub…/poesia/069.htm

      SOU MULHER

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  12. Jesus

    Ivone Boechat

    Quem pode enxugar a lágrima
    que o amor chorou
    nos braços da desesperança?
    Quem pode devolver o afeto
    que faltou no sorriso da criança?
    Quem pode restabelecer a fé
    ao incrédulo na desventura?
    Quem pode lhe ajudar a suportar
    a dor prescrita no livro da criatura ?
    Só existe uma palavra
    que socorre o aflito,
    só há conforto
    neste olhar de compreensão,
    não há nada igual à ternura refletida,
    só existe uma luz no
    caminho da tormenta...
    alguém que tem poder
    para segurar-lhe a mão,
    aliviar as dores da cruz,
    outorgar perdão,
    restaurar a vida:
    Jesus.

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  13. Oi, boa noite, li, achei muito interessante, gosto de história mas, você poderia mudar a cor das letras para preto mesmo, foi muito difícil de ler o texto,tive que grifa-los no azul para poder ler sobre Bernardo Soares de Proença.
    Agradeço por mais esta informações
    Obrigada.

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  14. Homenagem ao Município de Magé -Ivone Boechat

    https://plus.google.com/collection/89sKpB

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